Crise, tecnologia e inovação

5:00 pm Inovação

Com a urgente necessidade de corte de custos e redução de despesas, a empresa menos atenta e sem visão a médio/longo prazo tende a reduzir seus invstimentos em inovação. É necessário, porém, estar atento às práticas das maiores e melhores empresas do mercado, como mostra recente estudo da Ernst&Young. Segundo pesquisa da consultoria, dentre as mais assertivas empresas (e o que muitas vezes as diferencia), uma das áreas que menos sofre com redução nos investimentos em épocas de crise é justamente o setor de P&D (15%), só ficando atrás das atividades de Gestão de riscos (19%) e Vendas (16%).

Os executivos e empresários brasileiros precisam ficar atentos à esta questão e valorizar o investimento em inovação mais do que nunca, pois a tendência à commoditização de nossos produtos é uma ameaça real. De acordo com pesquisa da Bain & Company, 70% dos executivos tupiniquins têm em mente esta preocupação, bem acima da média mundial, de 58%; apenas 41% do empresariado brasileiro utiliza ferramentas de Inovação Colaborativa, contra 58% dos norte-americanos, o que é um dado preocupante. Tome-se principalmente como exemplo os asiáticos. Em vários países orientais, o investimento em educação e ciência levou-os de uma situação quase feudal na década de 50 a líderes atualmente em vários projetos de tecnologia e pesquisa de ponta. De acordo com o estudo, “Na região da Ásia-Pacífico, concentra-se o maior número de usuários de ´novidades´…Redução de custos é uma preocupação menos importante na Ásia, onde os produtos são baratos em comparação ao resto do mundo e os executivos são bastante focados em inovação”.

Diante destes dados, é preciso que a gestão das empresas no Brasil esteja baseada em novos modelos de cooperação e inovação, nunca perdendo de vista que as empresas com maior sucesso a longo prazo são aquelas que não abrem mão de constante investimento e pesquisa em novos produtos e serviços.