Onde achar seus “heróis” e como pagar por eles de forma ótima

Outro dia, eu estava falando aqui sobre o mito do “herói” nas empresas, e sobre a importância de levantar um pouco o nível de quem está na parte mais longa da curva de pareto.

Hoje eu vou falar sobre a parte mais curta e alta da curva de pareto, e como levantar mais o nível desta faixa.

O grande problema do “herói” é descobrir onde ele está. O segundo problema é você poder pagar o que ele sabe (ou acha) que vale. E o terceiro é como mensurar se o que você está pagando (caro) por ele, vale a pena.

Raramente, uma empresa é feita só de heróis, como o Google, e quando é o caso, são talentos mais difíceis de reter. Como conciliar todas estas dificuldades?

Uma das soluções é colocar os heróis para brigar entre si. Aviso: muitos não irão topar, afinal, existe uma demanda para eles no mercado. Mas vale lembrar que alguns são muito competitivos e podem gostar do recado, sobretudo se houver uma regra de avaliação justa e imparcial, e se o prêmio compensar.

Foi com este pensamento que foi criada uma interessante variante de outsoucing chamada TopCoder, citada no meu post da ESPN. Funciona assim: uma empresa quer o desenvolvimento de um determinado componente, geralmente, de alto valor agregado, seja devido à complexidade, seja devido ao desempenho ou ao prazo. O jeito mais prático de resolver o problema é jogar na rede e dar um bom prêmio para a melhor solução, num esquema de competição com regras claras.

Claro que você não vai pedir, num esquema destes, o desenvolvimento de um sistema grande e complexo, porque a própria natureza do desenvolvimento destas coisas é interativa, variável e um tanto sujeita a imprevisibilidades. É outsourcing pura e simples. Só que outsourcing direcionado para os “all stars”.

Um interessante efeito colateral deste site é que algumas empresas usam o site para deixar pequenos projetos e propectar mão-de-obra. Afinal, uma experiência fala mais que currículos bonitos não é mesmo?

Desenvolvimento, Uncategorized 3 Comentários

A repercussão da nossa pesquisa de longevidade

Algumas semanas depois de nosso estudo sobre restrição calórica finalmente sair na Rejuvenation (sim, o processo de publicação acadêmica, mesmo quando é online, é longo e doloroso, com meses entre a aceitação e a publicação de um artigo :), o mesmo começa a ser descoberto pela fração da blogosfera especializada em pesquisa de longevidade. O Ouroboros, um dos mais famosos blogs de longevidade da Internet, nos mencionou! O mesmo artigo é re-citado ainda pela Methuselah Foundation, a instuição famosa por patrocionar o M Prize para quem conseguir produzir camundongos superlongevos.

E o que achei mais interessante: o artigo do Ourobouros é impressionantemente didático. O autor foi muito perspicaz em identificar perfeitamente como funciona a nossa metodologia e os pontos-chave que tornam nossa pesquisa bem diferente de muita coisa já feita; na verdade o artigo até acrescenta alguns pontos (e talvez de forma mais sucinta :) ao que eu e o Maurício escrevemos na época da aceitação. Considerando que temos uma imensa dificuldade de explicar nossas técnicas para a grande maioria dos biólogos e bioinformatas justamente porque elas são pouco usuais, achar alguém que leu e nitidamente entendeu o que fizemos, e consegue explicar de forma simples e objetiva, é extremamente gratificante, acreditem! :)

Finalmente, enquanto o nosso estudo cruzava dados de estudos bem diferentes envolvendo expressão genética de restrição calórica em uma mesma espécie (camundongos) o autor vai mais além e sugere fazermos um cruzamento inter-espécie. Ótima (e audaciosa!) idéia, e quem sabe um futuro alvo de pesquisa do Labs+Biomind

Uncategorized 1 Comentário

Correria

Estamos todos ocupados e na correria, então, para não perder a qualidade dos posts, vamos diminuir um pouco a intensidade, ok?

:-D

Uncategorized 0 Comentários

Try a little help from my friends (versão remix)

O post abaixo inaugura uma proposta feita dia 7 de Abril, de convidar profissionais e especialistas amigos a escreverem também no nosso blog. Na verdade, ficamos duplamente felizes porque as primeiras pessoas que se dispuseram a colaborar nos procuraram, perguntando como poderiam escrever no nosso blog e contribuir conosco.

Tem pessoas que medem sua vida profissional em bons projetos, mas devíamos medir em pessoas legais com quem trabalhamos ;-) .

Até porque os bons projetos vêm e vão, os bons profissionais, graças a Deus, não. E as boas empresas ainda são feitas de pessoas.

Uncategorized 2 Comentários

50 posts

Ontem completamos 50 posts no blog. Diários.

Queremos saber mais sobre quem lê, porque o que o google analytics nos diz, não nos conta detalhes, apenas mostra as pegadas de quem andou por aqui e tudo o que vemos são marcas de solas de sapatos, resquícios de terra, tamanhos e formatos, mas pouco sobre os donos dos pés…

Se alguém quiser aproveitar este post para deixar comentários, sugestões, críticas, ou até mesmo deixar um abraço, tenho certeza que todos aqui vão apreciar. :-D

Uncategorized 4 Comentários

Explicando extinções em massa

Interessante esse artigo da Seed Magazine.  Desde o surgimento da vida na Terra houveram diversos episódios de extinção em massa, durante os quais um enorme número de espécies desapareceu.  O exemplo mais famoso é a extinção dos dinossauros, que abriu o caminho para que os mamíferos se tornassem a forma dominante de vida animal, tomando o lugar dos répteis.

O artigo descreve como, há 250 milhões de anos, houve outra extinção em massa causada por uma combinação de aquecimento global e erupções vulcânicas, que levou a um aumento da concentração de sulfido de hidrogênio na atmosfera.  O H2S é o responsável pelo fedor dos ovos podres e, em concentração suficientemente elevada, é mortal.

Pois essas concentrações foram mortais para a grande maioria das espécies animais existentes há 250 milhões de anos.  Por outro lado, algumas espécies conseguiram sobreviver, incluindo os primeiros proto-mamíferos.  O artigo sugere uma explicação com enorme potencial para o tratamento de pacientes em risco de vida.

Enquanto altas concentrações de H2S podem matar, baixíssimas concentrações parecem induzir um estado de animação suspensa, em que a temperatura corporal cai bastante e os batimentos cardíacos quase cessam.  Isso pode ter sido o suficiente para algumas espécies de proto-mamíferos, que sobreviveram o período de extinção em massa hibernando a maior parte do tempo.

E o nosso corpo produz automaticamente pequenas doses de H2S quando sofremos ferimentos graves.  Até recentemente, ninguém sabia o por quê disso.  Uma possibilidade é que seja um resquício evolutivo dessa era.  E outra possibilidade, mais especulativa, é que usar doses controladas de H2S em pacientes com ferimentos graves, para induzir hipotermia, pode ser parte de uma forma de tratamento eficaz, pois evitaria que os danos se espalhassem pelo corpo e daria mais tempo aos médicos para intervir.

Médicos nos EUA usaram um tratamento similar (hipotermia moderada induzida artificialmente) para tratar um jogador de futebol americano com uma lesão na medula espinhal.  A recuperação do jogador, que normalmente deveria ficar tetraplégico com uma lesão dessas, foi espantosa.

Claro, eu não sou médico e não entendo nada disso.  Pode ser tudo um enorme absurdo.  Eu só achei a idéia interessante ;-)

Uncategorized 2 Comentários

1 mês

Ontem este blog fez um mês. :-)

Cerca de 1200 visitas (2200 pageviews), caminhando para as 100 visitas diárias.

Muito chão pela frente ainda…

Uncategorized 2 Comentários

Try a Little Help From My Friends

Nosso blog está abrindo espaço para posts de pessoas de fora do Labs também. Por que recusar a contribuição de gente boa? Não temos preconceito algum com gente inteligente ;-)

Uncategorized 0 Comentários

technorati

Technorati Profile

Uncategorized 0 Comentários