I’m a Mac, I’m a PC… I’m Google

Desde 2006 os telespectadores americanos acompanham uma série de anúncios publicitários da Apple, onde PCs e Macs são comparados entre si de forma divertida. Os PCs são tratados como sisudos e sem graça, enquanto os Macs são divertidos e fáceis de usar. Essa série de anúncios ficou conhecida como “I’m a Mac/I’m a PC”, pois cada plataforma é representada por uma pessoa, com estilo e roupas correspondentes à imagem que os criadores da campanha quiseram passar.

Veja abaixo alguns dos comerciais no YouTube:

PC lotado
Macs não travam
Upgrades

Hoje o Erick Schonfeld, do blog TechCrunch, escreveu um artigo interessante sobre se o Google deveria usar os métodos tradicionais de propaganda - rádio, TV e jornais - para melhor estabelecer sua marca. Mas uma frase no último parágrafo do artigo me chamou a atenção:

I’d love to see an ad campaign for Google Docs along the lines of the “I’m a Mac/I’m a PC” Apple ads

Enquanto eu lia, já imaginava uma propaganda semelhante às acima, com o Mac e o PC conversando entre si, mas de repente uma voz onipresente diz “Hello, I’m Google Docs, and I run anywhere”.
Se eu tivesse um pouco mais de habilidade artística, faria um filmezinho assim no Youtube :-)

E você, tem sugestões de uma propaganda para o Google nesses moldes? Escreva aí embaixo nos comentários. Quem sabe não enviamos todas as sugestões para o TechCrunch?

Renato Mangini é arquiteto de software sênior. Foi sócio fundador da Vetta Technologies e da Vetta Labs e recentemente criou uma startup de tecnologia para desenvolver o wapawapa. Sua formação acadêmica inclui um bacharelado em Ciência da Computação e um mestrado inacabado, ambos pela UFMG, e cursa agora um MBA no Ibmec.

Internet, Negócios, Web 2.0 1 Comentário

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TechCrunch 50!

Está rolando em San Francisco a TechCrunch 50, uma grande conferência onde startups se apresentam para a imprensa, investidores, empreendedores e outros formadores de opinião do Vale do Silício. É provavelmente o maior evento dedicado ao lançamento de novos produtos, sites e empresas inovadoras do mundo. As empresas selecionadas (52 de um total de mais de 1000 inscrições) têm que manter seus produtos em segredo até a conferência.

Como a conferência já começou, podemos anunciar que um dos produtos lançados foi desenvolvido todinho aqui no Labs, e está em beta atualmente. O StockMood.com é uma ferramenta para auxílio a pequenos investidores na bolsa dos EUA. O sistema usa processamento de linguagem natural e inteligência artificial para determinar o “tom” (positivo ou negativo) de artigos que saem na imprensa sobre uma empresa.

Correlacionando o tom dos artigos com o movimento do preço da ação ao longo do tempo, ele tenta quantificar o “humor” da ação, e gera alertas quando o humor e o tom dos artigos do dia chegam a valores muito altos ou muito baixos. Esses alertas indicam uma possível reversão dos preços. O sistema de classificação do tom de artigos está longe de ser perfeito, mas os usuários podem corrigir os erros do sistema pelo site, gerando alertas melhores e permitindo que o próprio classificador aprenda com os erros.

Brett Markinson presenting StockMood.com

A foto acima (by Andrew Mager) é do Brett, CEO da nova startup, durante a apresentação. A recepção ao StockMood.com foi geralmente bem positiva, como nesse artigo da Fortune. embora o modelo de negócios da empresa ainda esteja sendo refinado. O beta será limitado, por enquanto, a 1000 usuários cadastrados, então se você achou a idéia interessante e não tem medo do inglês, cadastre-se!

E, finalmente, parabéns a toda a equipe do StockMood.com, especialmente ao Fabrício Aguiar e ao Gustavo Gama, que vocês conhecem um pouco de posts aqui no blog.

Data Mining, Inovação, Inteligência Artificial, Internet, Linguagem Natural, Negócios, Web 2.0 10 Comentários

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Onde call-centers jamais estiveram…

A ídeia para esse post surgiu de um trecho do livro O Mundo é Plano, escrito por Thomas L. Friedman. O livro eu ainda não terminei de ler mas, além da leitura agradável, já me forneceu este post. A ele então.

Lanchonetes drive-thru ainda são raras no Brasil, encontradas quase que unicamente em capitais e e possivelmente em grandes cidades do interior paulista, mas já estão no imaginário popular graças aos filmes adolescentes da Sessão da Tarde. Dai que veio minha surpresa ao ler sobre Shannon Davis, e suas franquias drive-thru do Mc Donald’s.

Localizadas no estado do Missouri (EUA), o atendimento dos clientes nestas lojas é realizado por funcionários que se encontram em um call-center no estado do Colorado a mais de 1400 quilômetros de distância. O pessoal da cozinha, por motivos óbvios, ainda trabalha no local ;-) .

O sistema utilizado permite aos atendentes conversarem com os clientes em outro estado, tirarem uma foto digital destes, apresentarem o pedido para conferência e depois enviar o pedido, com a foto do cliente, para o pessoal da cozinha. Um detalhe interessante de segurança, as fotos são apagadas assim que os pedidos são entregues.

Resultado da inovação: menores custos, atendimento mais rápido e e com menos erros, ou seja, ganho para o dono do estabelecimento e para os consumidores. Além disso, este é o primeiro uso inteligente de um call-center que eu tenho notícia. Ou será que tem alguém que fica feliz ao ter que utilizar estes serviços da maneira que são comumente utilizados no Brasil?

Outras pequenas historias de inovacões e usos de tecnologia são apresentadas no livro e pretendo selecionar mais algumas para apresentá-las aqui. Até a próxima então.

Automação, Inovação, Negócios 1 Comentário

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O novo serviço de busca do Yahoo

O Yahoo anunciou semana passada o BOSS, abreviação de Build your Own Search Service, ou construa seu próprio serviço de busca.  O BOSS oferece uma API (e um framework para criação de “mashups”) para qualquer pessoa que queira prover serviços de busca, em seu site ou sobre toda a web indexada pelo Yahoo.  Ao contrário de APIs anteriores do Yahoo e do Google, não há um número máximo de pesquisas, quantidade de resultados ou qualquer outro limite do tipo.  Em princípio, com banda e hardware suficiente, você pode usar esse serviço para competir com o próprio Yahoo no mercado de busca na web.

Qual a motivação por trás do BOSS?  De acordo com o pai da idéia, Vik Singh, é fragmentar o mercado de busca, permitindo que empresas e sites utilizem o conhecimento que eles têm para oferecer resultados melhores e mais relevantes que os disponibilizados pelo Yahoo ou Google.  Como isso aconteceria?  Bom, quando você está em um site qualquer, os servidores do próprio site têm um bocado de informação útil a seu respeito: quais páginas naquele site você visitou recentemente, seu perfil e transações passadas se você é um usuário registrado, e o próprio conteúdo do site como indicador de contexto.  Todos esses fragmentos de informação podem ser usados para guiar uma busca na web, reordenar resultados e sugerir resultados relevantes de dentro do próprio site.

Por exemplo, se estou navegando pelo Mercado Livre para comprar um telefone celular e resolvo buscar o nome do aparelho na web, a princípio o próprio Mercado Livre pode me oferecer resultados melhores que os do Google.  Os servidores do Mercado Livre sabem que estou procurando um celular, provavelmente com intenção de comprá-lo, então podem priorizar resultados com avaliações do aparelho, páginas do fabricante com documentação e material de suporte, e assim por diante.  Os servidores também sabem quais outros aparelhos eu considerei recentemente, e podem priorizar páginas com comparações entre esses modelos. Tudo isso é facilitado pelo BOSS, e pode ser combinado ao suporte existente para busca dentro do próprio Mercado Livre.

O Yahoo  oferece o BOSS gratuitamente.  O que eles ganham com isso?  Eu acho que é uma jogada poderosa em cloud computing, com dois desdobramentos: vendor lock in e o impacto no mercado de busca propriamente dito.

A Amazon e o Google cobram pelos serviços oferecidos, embora o Google App Engine tenha uma cota de processamento e banda iniciais gratuitos.  Mas a arquitetura do Google App Engine é peculiar e, se você desenvolve uma aplicação web nessa arquitetura, existe um forte incentivo para se manter na mesma.  É uma forma de “vendor lock-in” similar à que a Microsoft usa com Windows e Office.  O BOSS faz a mesma coisa, mas em um nível diferente, mais semântico.  Ao utilizar o BOSS, você não usa cloud computing para armazenamento e processamento, mas para fornecimento de informação.  Eles não estão somente simplificando sua vida.  Ao contrário do Google App Engine e dos Amazon Web Services, o BOSS possibilita que você ofereça serviços, funcionalidade e conteúdo baseados em busca na web, algo até então muito caro e arriscado.

E aí vem o segundo aspecto interessante para o Yahoo.  Se o BOSS for fácil de usar e gerar bons resultados (confesso que não uso busca do Yahoo há anos, então não sei avaliar sua qualidade nem da forma mais grosseira), ele pode catalizar aplicações populares de busca na web, tornando o Google menos onipresente nesse mercado.  Como o Yahoo está bem longe da liderança do mercado, essa fragmentação lhe seria vantajosa.  Imagine se sites populares, como Amazon.com, Facebook e outros tivessem bons serviços de busca que tirassem proveito do contexto como mencionei acima.  Isso diminuiria o incentivo das pessoas a usar a busca “comum” existente.  Se isso acontecer, o Google, com sua enorme fatia de mercado, teria muito mais a perder que o Yahoo.

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Príncipes Modernos

Quanto mais eu leio notícias sobre os negócios das grandes corporações, mais eu penso que Maquiavel seria um consultor milionário se vivesse no nosso tempo. Hoje eu li (veja o texto aqui) que o Yahoo! vai ceder seu sistema de busca para qualquer um poder colocar no próprio site, em troca do direito de colocar anúncios nas respostas. Isso depois do Jerry Yang (executivo-chefe e um dos fundadores do Yahoo!) criticar duramente a “política de desestabilização” que a Microsoft estaria promovendo contra o grupo e em particular contra sua direção.

Ele se referia às declarações feitas pela Microsoft que diziam que a empresa ainda estava disposta a comprar o Yahoo! mas que isso não será possível enquanto a atual direção estiver no poder mas que a situação pode ser diferente e as negociações podem se concretizar caso um novo conselho de diretores seja eleito na próxima assembléia-geral do grupo, marcada para 1o. de agosto.

Duas manobras maquiavélicas clássicas para conseguir aliados. A da Microsoft criando inimigos do príncipe dentro dos seus próprios domínios e a do Yahoo! firmando alianças com os pequenos para se fortalecer ante os grandes. Acho que Maquiavel aprovaria as duas condutas e penso que mesmo o Carl Icahn (grande acionista do Yahoo!, que tenta renovar completamente o conselho de diretores e que pretende substituir Yang) também, pois ao mesmo tempo em que ele ganhou preciosos aliados na base de acionistas, ele se befeficia de um Yahoo! mais forte diante da Microsoft, o que seria intere$$ante até mesmo no caso de uma possível venda.

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