Tecnologia a serviço da arte

Já tem algum tempo, uma amiga minha que estava fazendo a pós em Usabilidade & Design de Interação pela PUC-MG me deu o toque para ficar de olho no trabalho do Koji Pereira

Parece que o trabalho dele foi em cima de interfaces multi-toque, e ele continua experimentando, agora usando o famigerado “Processing“. Prá quem não sabe, o Processing é um framework de desenvolvimento open source usado principalmente por artistas plásticos, para programar sensores, desenvolvido por gente da Estética e da Computação do MIT, aproximando então os artistas da eletrônica e da programação.

Nada mais justo numa época em que a usabilidade ganha força, com os iphones e reactables da vida.

Vale a pena ficar de olho no trabalho do Koji, e participar do recente grupo de discussão que ele criou.

Abaixo, algumas amostras de aplicações simples usando Processing.

Inovação, Realidade Aumentada, Usabilidade 5 Comentários

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Microfluídica na prática

O excelente post do Murilo sobre fluídica comentou, brevemente, sobre o uso de computação líquida para diagnósticos. Empresas inovadoras na área de saúde estão trabalhando nos chamados “labs on a chip”, que são pequenos dispositivos baseados para diagnóstico de uma ou mais doenças, em geral com base em uma pequena amostra de sangue ou saliva.

Em áreas remotas de países em desenvolvimento, dificilmente há equipamentos e profissionais de saúde com condições adequadas para o tratamento da população. Exames periódicos então, nem pensar. Por isso, muitas fatalidades são causadas por doenças facilmente tratáveis, mas que não são diagnosticadas até que seja tarde demais. Daí o investimento de pesquisadores e empresas em tecnologia que facilite e barateie o diagnóstico de doenças comuns o mais cedo possível.

A Diagnostics for All, uma startup americana criada por pesquisadores do MIT e de Harvard, criou um chip desses com diversos aspectos interessantes:

  • O chip usa microfluídica para direcionar o movimento de uma amostra de sangue para diversos pontos onde reagentes químicos específicos estão depositados para o diagnóstico de cada doença. Assim, não há a necessidade de energia para execução dos testes.
  • Os diagnósticos são visuais: se uma doença é detectada, um pedaço do chip muda de cor. Assim, não é preciso equipamento nem pessoal especializado para análise da amostra de sangue. O próprio paciente pode interpretar seu exame, como naqueles kits de gravidez de farmácia.
  • O chip é feito de *papel comum*, o que torna sua produção muito mais barata que a de chips feitos de materiais tradicionais, e facilita seu armazenamento e distribuição em lugares remotos.

Chip de Diagnóstico

A Diagnostics for All ganhou um prêmio de inovação de US$100 mil em 2008, numa prestigiosa competição de planos de negócios organizada pelo MIT. Ah, eles são uma organização sem fins lucrativos, e foi a primeira vez que essa c0mpetição teve um vencedor desse tipo. O chip ainda não está no mercado, mas o potencial é enorme.

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