A proteína verde fluorescente

Essa semana houve as premiações do Nobel e também igNobel. ;-)

Desta vez, um dos grupos vencedores do Nobel foram os microscopistas: “pela descoberta e desenvolvimento da GFP ou (Green Fluorescent Protein)” (tradução minha).

A GFP é uma protéina encontrada em uma água-viva. Essa proteína, quando excitada com luz azul, a converte em luz verde e a emite.

A GFP vem sendo usada extensivamente para marcar proteínas que queremos observar dentro de células. Basta ligá-la à sua proteína de interesse e depois é só “iluminar” a célula para saber onde a proteína está.

Na foto, vemos algumas células cancerígenas (em azul) produzindo uma proteína em grande quantidade (verde).

Essa técnica é boa por três motivos: nào é preciso fixar a célula para fazer o experimento, não é preciso usar anticorpos para encontrar sua proteína de interesse e é possível verificar o comportamento em tempo real de proteínas (se antes eram feitas fotos, com a GFP são feitos *vídeos* do que se passa dentro da célula!).

Dizem até que existe a microscopia antes e depois da GFP. Leia mais sobre a história da GFP aqui!

Um fato curioso dessa história da descoberta da GFP é que o cientista que isolou o gene da GFP,  David Prasher, é atualmente um motorista de ônibus e não levou o prêmio!

Décadas atrás, David Prasher cedeu o gene para os atuais ganhadores do Nobel, entre eles, Roger Tsien. Naquele momento ele estava, segundo o próprio, com muito azar na vida científica, com diversos projetos rejeitados pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde Americano). Passou então a vender carros e dirigir como motorista para sobreviver. :-(

Já o Tsien teve uma história bem mais “colorida”. Conseguiu modificar a GFP em diversas outras proteínas que emitem todo o espectro de cores e levou o Nobel por isso:

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I’m a Mac, I’m a PC… I’m Google

Desde 2006 os telespectadores americanos acompanham uma série de anúncios publicitários da Apple, onde PCs e Macs são comparados entre si de forma divertida. Os PCs são tratados como sisudos e sem graça, enquanto os Macs são divertidos e fáceis de usar. Essa série de anúncios ficou conhecida como “I’m a Mac/I’m a PC”, pois cada plataforma é representada por uma pessoa, com estilo e roupas correspondentes à imagem que os criadores da campanha quiseram passar.

Veja abaixo alguns dos comerciais no YouTube:

PC lotado
Macs não travam
Upgrades

Hoje o Erick Schonfeld, do blog TechCrunch, escreveu um artigo interessante sobre se o Google deveria usar os métodos tradicionais de propaganda – rádio, TV e jornais – para melhor estabelecer sua marca. Mas uma frase no último parágrafo do artigo me chamou a atenção:

I’d love to see an ad campaign for Google Docs along the lines of the “I’m a Mac/I’m a PC” Apple ads

Enquanto eu lia, já imaginava uma propaganda semelhante às acima, com o Mac e o PC conversando entre si, mas de repente uma voz onipresente diz “Hello, I’m Google Docs, and I run anywhere”.
Se eu tivesse um pouco mais de habilidade artística, faria um filmezinho assim no Youtube :-)

E você, tem sugestões de uma propaganda para o Google nesses moldes? Escreva aí embaixo nos comentários. Quem sabe não enviamos todas as sugestões para o TechCrunch?

Renato Mangini é arquiteto de software sênior. Foi sócio fundador da Vetta Technologies e da Vetta Labs e recentemente criou uma startup de tecnologia para desenvolver o wapawapa. Sua formação acadêmica inclui um bacharelado em Ciência da Computação e um mestrado inacabado, ambos pela UFMG, e cursa agora um MBA no Ibmec.

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