Não se pode ter wi-fi sem energia

4:02 pm Inovação, Internet, Mobile

De uns dias para cá, saíram algumas notícias interessantes sobre como as pessoas estão usando soluções energéticas para viabilizar acesso web wireless.

Era só uma questão de tempo mesmo. Mas é bacana, uma vez que comunicação é uma necessidade em grande parte do nosso mundo rural e/ou subdesenvolvido, e com as redes wireless, nos libertamos da necessidade de caros investimentos em cabeamento. O próximo passo que está sendo dado é libertar da dependência dos provedores de energia elétrica, que também não chegam nestes rincões.

A primeira notícia, prata da casa, é do professor Marcelo Zuffo, da USP que desenvolveu um sistema wireless movido a energia solar em postes.

A idéia, obviamente, não é nova. Essas redes que podem ser montadas rapidamente e a uma fração do custo de uma rede cabeada se mostra especialmente útil tanto nos ambientes inóspitos quanto em áreas afetadas por desastres naturais. Algumas ONGs também já estão apoiando iniciativas mais organizadas neste sentido, como o projeto Green WiFi.

Não bastassem juntar duas tendências bacanas como WiFi e energia alternativa, podemos ainda juntar ao conceito de inovação movida a crowdsourcing e citar mais um exemplo.

Crowdsourcing é uma palavra que está na moda ultimamente, que não deixa de ser uma forma requentada do que o conceito de open source fez pela indústria tecnológica nos últimos anos, aplicada a outras formas de produção que usam a web e o potencial de alcançar uma gama imensa de pessoas e talentos pela web.

E quando a rede não chega longe o bastante, você pode mandar pessoas de moto irem levar e buscar seus pacotes IP (ou suas mensagens de email) como fazem no Camboja. (eu lembro de ter visto coisa parecida sobre a Índia, porém usando ônibus, mas não achei a referência. Acho que foi no google tech talks).

Aposto que você nunca mandou seu motoboy ir buscar seu email. Pelo menos, não o eletrônico ;-).

Ubiquidade, de verdade, é isso aí.

2 Respostas
  1. Helder Robalo :

    Date: October 9, 2008 @ 10:16 pm

    Leonardo, é como você disse, isso não é muito novo não. Agora estou em BH, mas lembro bem de Rondonópolis-MT (minha terra) que as fazendas são cheias de placas solares, ou para cerca elétrica para gado, ou mesmo para os aparelhos wireless para comunicação entre uma fazenda e outra do mesmo grupo. Lá também é utilizada energia solar para alimentação de motores elétricos como de compressores de ar. Então essa desse professor aí da PUC, soa mais como um puta plágio de sistemas do interior. Gente que aplica o negócio comercialmente e em pequena escala, daí surge um camarada acadêmico e diz o inventor do negócio, e pelo link, o cara é reconhecido internacionalmente por esse sistema muito comum no interior.

  2. Leonardo Kenji :

    Date: October 10, 2008 @ 1:04 am

    opa… interessante isto! ;-)

    por isso que eu adoro comentários no blog. a gente fica sabendo de detalhes…

    só lembrando que o professor é da USP

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