A proteína verde fluorescente
Essa semana houve as premiações do Nobel e também igNobel.
Desta vez, um dos grupos vencedores do Nobel foram os microscopistas: “pela descoberta e desenvolvimento da GFP ou (Green Fluorescent Protein)” (tradução minha).
A GFP é uma protéina encontrada em uma água-viva. Essa proteína, quando excitada com luz azul, a converte em luz verde e a emite.
A GFP vem sendo usada extensivamente para marcar proteínas que queremos observar dentro de células. Basta ligá-la à sua proteína de interesse e depois é só “iluminar” a célula para saber onde a proteína está.
Na foto, vemos algumas células cancerígenas (em azul) produzindo uma proteína em grande quantidade (verde).
Essa técnica é boa por três motivos: nào é preciso fixar a célula para fazer o experimento, não é preciso usar anticorpos para encontrar sua proteína de interesse e é possível verificar o comportamento em tempo real de proteínas (se antes eram feitas fotos, com a GFP são feitos *vídeos* do que se passa dentro da célula!).
Dizem até que existe a microscopia antes e depois da GFP. Leia mais sobre a história da GFP aqui!
Um fato curioso dessa história da descoberta da GFP é que o cientista que isolou o gene da GFP, David Prasher, é atualmente um motorista de ônibus e não levou o prêmio!
Décadas atrás, David Prasher cedeu o gene para os atuais ganhadores do Nobel, entre eles, Roger Tsien. Naquele momento ele estava, segundo o próprio, com muito azar na vida científica, com diversos projetos rejeitados pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde Americano). Passou então a vender carros e dirigir como motorista para sobreviver.
Já o Tsien teve uma história bem mais “colorida”. Conseguiu modificar a GFP em diversas outras proteínas que emitem todo o espectro de cores e levou o Nobel por isso:
October 13, 2008 by Maurício Mudado Biologia 0 Comentários


