Onde achar seus “heróis” e como pagar por eles de forma ótima

Outro dia, eu estava falando aqui sobre o mito do “herói” nas empresas, e sobre a importância de levantar um pouco o nível de quem está na parte mais longa da curva de pareto.

Hoje eu vou falar sobre a parte mais curta e alta da curva de pareto, e como levantar mais o nível desta faixa.

O grande problema do “herói” é descobrir onde ele está. O segundo problema é você poder pagar o que ele sabe (ou acha) que vale. E o terceiro é como mensurar se o que você está pagando (caro) por ele, vale a pena.

Raramente, uma empresa é feita só de heróis, como o Google, e quando é o caso, são talentos mais difíceis de reter. Como conciliar todas estas dificuldades?

Uma das soluções é colocar os heróis para brigar entre si. Aviso: muitos não irão topar, afinal, existe uma demanda para eles no mercado. Mas vale lembrar que alguns são muito competitivos e podem gostar do recado, sobretudo se houver uma regra de avaliação justa e imparcial, e se o prêmio compensar.

Foi com este pensamento que foi criada uma interessante variante de outsoucing chamada TopCoder, citada no meu post da ESPN. Funciona assim: uma empresa quer o desenvolvimento de um determinado componente, geralmente, de alto valor agregado, seja devido à complexidade, seja devido ao desempenho ou ao prazo. O jeito mais prático de resolver o problema é jogar na rede e dar um bom prêmio para a melhor solução, num esquema de competição com regras claras.

Claro que você não vai pedir, num esquema destes, o desenvolvimento de um sistema grande e complexo, porque a própria natureza do desenvolvimento destas coisas é interativa, variável e um tanto sujeita a imprevisibilidades. É outsourcing pura e simples. Só que outsourcing direcionado para os “all stars”.

Um interessante efeito colateral deste site é que algumas empresas usam o site para deixar pequenos projetos e propectar mão-de-obra. Afinal, uma experiência fala mais que currículos bonitos não é mesmo?

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