Agile e UX (user experience)
September 22, 2008 9:45 am Desenvolvimento, UsabilidadeTrocando idéias com a Karine Drumond, descobri mais um caso de metodologias ágeis aplicadas a áreas que não sáo de desenvolvimento de TI. Neste post anterior, falei rapidamente da agilidade para editoras, e agora temos um caso aplicado para Usabilidade.
(…)Outra questão é iterar o mais cedo, prototipar em papel e validar, seja conversando com um amigo que se encaixe no perfil do usuário. A comunicação é o mais importante. O objetivo é sempre o de alinhar o pensamento. Para isso tentamos fazer um trabalho em equipe mais alinhado, definir em conjunto o cronograma, as técnicas que vamos usar. Para geração de idéias, tentamos fazer seções de brainstorm em conjunto com cardsorting interno, o que agiliza o processo de discussão e alinhamento de idéias. Toda solução rascunhada é iterada. O processo fica mais leve e nosso pensamento mais alinhado durante o projeto, como consequência, a produtividade aumenta. É basicamente isso.
A gente pegou emprestado o termo que veio da área de TI e adaptamos à nossa metodologia. Mas, isso não veio exclusivamente da gente. O que a gente tem estudado é como adaptar nosso processo de UX ao processo de desenvolvimento de softwares, por isso temos experimentado empregar os princípios e temos aprendido boas lições.(…)
Achei muito interessante porque contrasta um pouco com a noção que se tem, por exemplo, do trabalho com agências de publicidade por exemplo. O processo de criação e ajustes em artes gráficas geralmente é dispendioso. Há até quem advogue que agências de publicidade deveriam cobrar a cada revisão de peça (que o cliente faça o briefing mais bem feito…).
Não tem como não comparar com as velhas metodologias dos grandes documentos de especificação em que o vai e volta de especificação e produto custa tempo e dinheiro de ambos os lados.
Por outro lado, nem todo tipo de serviço permite que o cliente seja tão interativo. Para muitos clientes, o tempo gasto ajudando a desenvolver o sistema (ou a experiência de usuário, ou o livro, etc) não é nada irrelevante. Um dos desafios das metodologias Agile é justamente que o cliente perceba o ganho global em termos de tempo de desenvolvimento (e nem sempre isso é possível) através da interatividade.
Quem implementa as metodologias ágeis lembra-se de colocar na conta o valor que o cliente dispende explicando o que quer que seja implementado?

Leandro Alves :
Date: September 22, 2008 @ 1:27 pm
No meu ver, os princípios de Agile podem ser implementados em qualquer processo de desenvolvimento (pelo menos nos que consigo imaginar). A idéia central é validar cada etapa do processo de desenvolvimento o mais cedo possível, exatamente para evitar gastos desnecessários refazendo algo quando já se encontra em estágio avançado.
No caso de agências, por exemplo, é necessário validar a idéia da peça, validar a boneca e, depois, validar uma prova, antes de fazer a impressão dos milhares de exemplares. Senão, fica difícil querer que o cliente aceite algo que não era o esperado. Como se tem mais de uma visão sobre o mesmo assunto, é necessário alinhar estas visões. E para isso, basta comunicar e iterar. Vale para agência->cliente, designer->usuário, TI->TI ou qualquer outro caso.
Sobre os cálculos de custo do projeto, aqui na Latitude14 sempre tentamos calcular horas de reuinão, até mesmo a de entrega do produto final.
Leonardo Kenji :
Date: September 22, 2008 @ 1:34 pm
Oi Leandro
eu acho muito legal como uma cultura que nasceu de um processo aplicado a uma área é “apoderada” por outra, devidamente adaptada e funcionando.
na minha opinião, é uma das formas de se realmente trocar idéias de forma produtiva e criativa.
considerando que existe um custo para o cliente de ter que comunicar com vcs (tem muito cliente que acredita que “ele está pagando então não é trabalho dele se preocupar com isso”), como vcs lidam com o cliente neste aspecto?