O Futuro, tal como não o conhecemos
Interessante esta iniciativa do The Washington Post de se aliar ao Predictify e criar um mecanismo onde as pessoas podem ler notícias e dar seus palpites futurísticos. E além das pessoas poderem palpitar, as que acertarem mais podem ser premiadas também. Em dinheiro. Bandeira levantada pelo site Techcrunch.
Por um lado, podemos até pensar que hajam pessoas com informação e capacidade analítica suficientes para fazer boas previsões de muitas coisas. Há inclusive sites de apostas que apostam sobre praticamente qualquer coisa, desde resultados de jogos até oscilações de humor da bolsa. Tentar prever o futuro é um jogo e tanto.
Mas o grande jogo aqui certamente não é prever o futuro, mas envolver os leitores do jornal. Web 2.0 na veia. Afinal, predições também são uma forma de emitir opinião.
Interessante que a ciência também está sempre atrás de predições. Lembrei de um livro que eu comprei mas que, uh… eu não gostei, chamado Chance Discovery, onde o Yukio Ohsawa explica sua teoria que busca basicamente insights nos dados que não se “encaixam” no padrão, com aplicações que vão desde a predição de terremotos (afinal, é um autor japonês, e terremotos são uma coisa séria por lá), oscilações na bolsa, até prospecção de novas oportunidades de negócios, criação de novos produtos, e muitos et ceteras. Isso tudo, claro, incluindo o elemento humano na análise, como fator fundamental na produção do insight.
Apesar de não ter gostado do livro, ainda assim há análises na web que conseguem extrair uma discussão interessante, como este post que mantém um pé atrás no ceticismo, comparando o autor ao Genichi Taguchi, cujo trabalho influenciou por exemplo o Six Sigma, da famigerada Qualidade Total, e ressaltando a importância do fator subjetivo na análise.
July 30, 2008 by Leonardo Kenji Data Mining, Redes Sociais, Teoria da Informação, Web 2.0 2 Comentários