Windows 7 e a interface de toque

No fim de Abril deste ano, este blog já falava sobre a importância da usabilidade nas futuras (aliás, nas presentes) interfaces de software.

Em Maio do ano passado, o Yuri já estava de olho no Microsoft Surface.

Quando o iPhone entrou no mercado, todo mundo já estava de olho nas interfaces de toque.

Não demorou muito, a Microsoft anunciou que o próximo Windows, o 7, vai ter tela sensível ao toque. Em tese, o Windows 7 sai em 2010.

Vai ser uma proliferação de esponjinhas e detergentes. Se você acha seu teclado sujo, imagine como vai ficar seu monitor ;-) .

Você pode ver um vídeo deste treco em ação aqui no post da TechCrunch.

A primeira pergunta que as pessoas se fazem (ou fariam): o que isso muda a minha vida?

Eu me lembro do mesmo Yuri me contando de uma mesa que ele queria comprar pro irmão dele em 90-e-poucos, que se minha memória não me falha (ou me engana), era uma mesa em que o monitor se encaixava num vão, de forma que você olhava de cima para baixo, num ângulo de uns 30 graus mais ou menos. Nunca achei mobília para computadores assim, mas eu acharia fantástico se houvesse.

Para uma interface de toque, me parece natural que o monitor fique um pouco abaixo da altura dos olhos, onde ele fica hoje na maioria das vezes.

Outra coisa: a interface de toque não substitui apenas o mouse, então não é só dar cutucadas na tela para emular o clique, como nas interfaces de toque atuais dos kioskes. Você vai poder usar dois dedos simultaneamente, o que significa o equivalente a dois mouses. Um marcando um ponto e outro se movendo por exemplo.

Ou haverão combinações de mouse e dedadas na tela. Ou pequenos movimentos, como o emulador de braço de violão do iPhone que o mesmo Yuri me mostrou um dia aqui no Labs (eu confesso, sou um nerd meio de araque, não tenho tantos gadgets, sou old-school), onde a interação pode ser por toques ou pelo movimento típico do violão de “bater” as cordas.

Estamos esbarrando nas possibilidades ainda. É empolgante, eu diria ;-)

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Pense globalmente, aja localmente

Se há uma ferramenta que potencializa os esforços individuais, esta se chama internet. Basta ver o que o Open Source representa hoje.

Quando o google lançou o Google Maps, muita gente parou por um momento e pensou “porque eles estão investindo nisso?”. E de fato, o Google, como qualquer empresa, já tentou várias iniciativas sem sentido ou que não deram certo, mas tentar, e algumas vezes falhar, faz parte do jogo da inovação.

O Google Maps deu muito certo. E abriu o olho de muita gente para a importância da “localidade” das coisas, potencializada pela proliferação das plataformas mobile e das redes wireless.

Uma boa idéia que andou ganhando algum espaço da mídia especializada foi a iniciativa da Outside.In, que explora as interações do que estão chamando de (adoro novos termos…) hiperlocalidade. Blogs, notícias, redes sociais de pessoas relacionadas a um conjunto de quarteirões por exemplo. De onde você mora. Dos seus vizinhos. Da padaria que fica perto da sua casa.

Obviamente, uma aplicação para ambientes urbanos, de preferência, os grandes centros, onde é possível haver massa crítica para fazer isso funcionar. Imagine entrar numa comunidade onde você passa a conhecer seus vizinhos (eu mal conheço os do meu prédio). Ou o comércio perto do seu serviço. Fica sabendo das fofocas, ou dos assaltos na região que aquele moço da imobiliária esqueceu de te contar.

A grande adesão de brasileiros ao Orkut, aliado à incrível capacidade das pessoas de criar comunidades do que quer que seja quase permite isso hoje em dia naquela plataforma. Pode apostar que em qualquer rua em que você morar, pessoas já terão criado as comunidades “eu moro na rua tal” ou “eu moro no prédio tal”. Claro. Redes sociais servem para conhecer pessoas. E conhecer seus vizinhos é a coisa mais velha do mundo.

Só nos resta saber se a idéia da Outside.In vai se pagar. Bem, no último round de financiamentos, eles levantaram US$ 3 mi, então eu diria que eles podem pelo menos tentar ;-)

Inovação, Internet, Mobile, Redes Sociais, Web 2.0 0 Comentários

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