Depois do genoma, vamos mapear o proteoma

11:35 am Biotecnologia

Saiu na nature: existem planos de um pequeno grupo de biólogos para mapear todo o proteoma humano a um custo de 1 bilhão de dólares. Após o genoma, que custou milhares de dólares e por volta de dez anos para ser completado, a idéia agora é ambiciosa: estudar ao invés de genes, proteínas.

As dificuldades são enormes. Primeiro porque as proteínas não são estáticas como os genes – dezenas de versões diferentes de uma proteína podem ser geradas por um único gene codificador. Segundo porque essas proteínas podem ser modificadas pela adição de grupos químicos por inúmeras formas.

Além disso, proteínas são produzidas em diferentes níveis e em diferentes momentos do desenvolvimento do corpo humano, nas mais de 200 diferentes células. Bom, pelo menos o número de genes codificadores de proteínas no ser humano, que se estimava ser alto - por volta de 100 mil – caiu para 21 mil genes.

A estratégia seria usar espectrometria de massa para identificar proteínas e suas quantidades em cada tecido, depois usar anticorpos para marcar sua localização em células e tecidos e finalmente identificar quais as interações entre elas.

Segundo os chefes do projeto, o resultado seria de valor incomensurável perto dos 1 bi gastos, tendo em vista novas drogas e biomarcadores descobertos.

Pelo o que foi dito, um esforço massivo de bioinformática deve ser utilizado. Será que sobra alguma coisa pro time da Biomind(*)?

(*) Nota do Editor: talvez sobre sim. Vale lembrar que a parceria Vetta Labs-Biomind começou com um projeto de melhoria do RADARS, desenvolvido pela extinta Proteometrics em 2001… na época, conseguimos ganhos de desempenhos consideráveis, mas infelizmente o Bin Laden andou aprontando na mesma época e acabou sobrando prá gente. :-(