Doençômetro

O NYT colocou no ar um “doençômetro“, mapeando os diferentes tipo de doenças em forma de grafo colorido e interativo, bastante interessante. Isso tudo para ilustrar uma matéria que fala sobre um debate recente a respeito da definição do que é “doença”, buscando encontrar novas classificações e relações que possam melhorar a compreensão da ciência e, como um dos efeitos, buscar novos tratamentos e remédios.

Em outras palavras, se ao invés dos sintomas, os cientistas classificarem as doenças quanto a, por exemplo, alterações em trechos de uma determinada cadeia molecular, é possível que remédios usados para uma doença possam ser utilizados para outra que esteja relacionada.

O que procurar é mais fácil que saber onde procurar, algumas vezes…

Biologia, Data Mining, Usabilidade, Visualização Cientifica 2 Comentários

Que tal biodiesel e alimentos orgânicos?

Eu sempre gostei de ciência mais aplicada. Por exemplo, voltada pra descoberta de alguma nova droga ou para os efeitos de alguma substância sobre os seres vivos.

Acabo de voltar de um congresso de bioquímica (SBBq), em Águas de Lindóia – SP, e lá deu pra ver um punhado de pôsteres sobre trabalhos científicos bem aplicados. Mas teve um que me chamou a atenção porque tinha uma foto de uma avenida de São Paulo, cheia de carros e bastante poluída, como as fotos abaixo ;-)

Bom o pôster tratava dos efeitos do phenantrene ( um hidrocarboneto poliaromático que é um dos produtos da combustão do diesel) em neutrófilos humanos (células do sistema imunológico). A conclusão era de que a exposição ao phenantrene atuava inibindo a mobilidade e aumentando a mortalidade dessas células – ou seja, imunossupressão.

Uma nota interessante da autora do pôster foi a de que o phenantrene é expelido em grandes quantidades pela combustão do diesel, aparentemente em forma de pó. Ou seja, se moramos em grandes cidades, estaremos incondicionalmente expostos a grandes quantidades dessa substância. Não dá pra saber como seria o efeito do phenantrene se inspirarmos ou se nossa pele ficar coberta por ele, durante longos intervalos de tempo, pois não existem estudos sobre isso. Mas dá pra ter uma idéia do que acontece no sistema imunológico.

E aí eu me lembrei de uma nota técnica publicada recentemente pela Anvisa, sobre a quantidade de agrotóxicos proibidos para uso em alimentos no Brasil. A tabela é de dar medo, porque diz que 44% dos tomates e 40% dos alfaces testados possuíam agrotóxicos proibidos para uso ou em quantidades acima do permitido.

Paranóia ou não ;-) o engraçado é que eu percebi que nos dias subseqüentes à publicação alguns sites de notícias trouxeram artigos com títulos do gênero: “Comer tomates todos os dias faz bem pra pele” ou “Comer tomates combate o câncer de próstata”.

Assim como o phenantrene, e também muito esquisito, se pararmos pra pensar, é que não existem estudos sobre os efeitos da exposição crônica a baixas doses de agrotóxicos em seres humanos, apenas os efeitos agudos – neurotoxicidade e câncer, por exemplo.

E aí fica a pergunta: onde estão os estudos sobre o efeito prolongado da exposição a essas substâncias?

E melhor ainda, por que não adotar o biodiesel (cuja combustão não produz tantos compostos nocivos) e os alimentos orgânicos (que não foram expostos a agrotóxicos)?

Eu sempre gostei de ciência mais aplicada. Por exemplo, voltada pra descoberta de alguma nova droga ou para os efeitos de alguma substância sobre os seres vivos.

Acabo de voltar de um congresso de bioquímica (SBBq), em Águas de Lindóia – SP, e lá deu pra ver um punhado de pôsteres sobre trabalhos científicos bem aplicados. Mas teve um que me chamou a atenção porque tinha uma foto de uma avenida de São Paulo, cheia de carros e bastante poluída, como as fotos abaixo ;-)

Bom o pôster tratava dos efeitos do phenantrene ( um hidrocarboneto poliaromático que é um dos produtos da combustão do diesel) em neutrófilos humanos (células do sistema imunológico). A conclusão era de que a exposição ao phenantrene atuava inibindo a mobilidade e aumentando a mortalidade dessas células – ou seja, imunossupressão.

Uma nota interessante da autora do pôster foi a de que o phenantrene é expelido em grandes quantidades pela combustão do diesel, aparentemente em forma de pó. Ou seja, se moramos em grandes cidades, estaremos incondicionalmente expostos a grandes quantidades dessa substância. Não dá pra saber como seria o efeito do phenantrene se inspirarmos ou se nossa pele ficar coberta por ele, durante longos intervalos de tempo, pois não existem estudos sobre isso. Mas dá pra ter uma idéia do que acontece no sistema imunológico.

E aí eu me lembrei de uma nota técnica publicada recentemente pela Anvisa, sobre a quantidade de agrotóxicos proibidos para uso em alimentos no Brasil. A tabela é de dar medo, porque diz que 44% dos tomates e 40% dos alfaces testados possuíam agrotóxicos proibidos para uso ou em quantidades acima do permitido.

Paranóia ou não ;-) o engraçado é que eu percebi que nos dias subseqüentes à publicação alguns sites de notícias trouxeram artigos com títulos do gênero: “Comer tomates todos os dias faz bem pra pele” ou “Comer tomates combate o câncer de próstata”.

Assim como o phenantrene, e também muito esquisito, se pararmos pra pensar, é que não existem estudos sobre os efeitos da exposição crônica a baixas doses de agrotóxicos em seres humanos, apenas os efeitos agudos – neurotoxicidade e câncer, por exemplo.

E aí fica a pergunta: onde estão os estudos sobre o efeito prolongado da exposição a essas substâncias?

E melhor ainda, por que não adotar o biodiesel (cuja combustão não produz tantos compostos nocivos) e os alimentos orgânicos (que não foram expostos a agrotóxicos)?



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Recuperando Informação Visual

Há algum tempo aqui no Blog, um post do Kenji chamou atenção para a categorização e recuperação de imagens. Com o aumento da oferta de câmeras digitais (cada dia melhores e mais baratas) e a farta disponibilidade de imagens na WEB (Picasa, Flickr e afins), a capacidade de humana de categorizar e buscar imagens tem diminuído rapidamente (quem nunca se esqueceu em qual pasta armazenou aquela foto perfeita?). Uma maneira de automatizar este processo é utilizar um sistema de Recuperação de Imagens com Base no Conteúdo - RIBC (em inglês Content-Based Image Retrieval).

Na abordagem RIBC, como nome indica, o próprio conteúdo visual é utilizado na análise da imagem. De maneira geral esta análise é realizada utilizando alguma técnica de Processamento Digital de Imagens ou Visão Computacional. Mas o que seria este conteúdo visual de uma imagem? De forma simples, é possível definir o conteúdo visual com base em atributos de baixo nível como cores, formas e texturas presentes na imagem.

Assim, para a categorização de uma base de dados visuais qualquer (como as fotos de suas últimas férias), algoritmos que, por exemplo, detectam correlações entre as cores, orientação em texturas ou formas presentes nas imagens são empregados na geração de vetores de características (feature vectors).

Consultas a uma base já categorizada podem ocorrer de várias formas:

  • busca por exemplo, onde uma imagem de exemplo é fornecida. Tal imagem pode ser um desenho criado pelo usuário ou algum imagem pré-existente;
  • busca por distribuição de cores, onde a distribuição de cores esperada é fornecida (60% azul e 40% verde representando imagens panorâmicas com o horizonte ao fundo);
  • busca por formas, onde a forma desejada é fornecida (como o formato de um automóvel);

A recuperação da informação visual é, então, realizada pela comparação entre os vetores de características da base e aquele obtido da consulta.

Uma das aplicações mais interessante desta tecnologia, e que serve para ilustar o seu uso, pode ser encontrada no site do Museu Hermitage de São Petersburgo, Rússia. Desenvolvido em parceria com a IBM, o site possibilita ao visitante virtual pesquisar a grande coleção de arte do museu utilizando o sistema QBIC de recuperação de informação visual. Consultas por distribuição de cores e por desenho de exemplo são permitidas e os resultados são bastante interessantes (veja um exemplo nas imagens abaixo).

Consulta

Consulta por distribuição de cores no sistema QBIC.

Resultado

Resultado de busca do sistema QBIC.

A RIBC é um campo de pesquisa ainda em aberto e muito desafios não possuem soluções satisfatórias como, por exemplo, a realização de consultas semânticas como “fotos de cachorros”. E, exatamente por isso, é uma área tão interessante ;-).

Inovação, Internet, Processamento de Sinais, Visão Computacional 0 Comentários

Windows 7 e a interface de toque

No fim de Abril deste ano, este blog já falava sobre a importância da usabilidade nas futuras (aliás, nas presentes) interfaces de software.

Em Maio do ano passado, o Yuri já estava de olho no Microsoft Surface.

Quando o iPhone entrou no mercado, todo mundo já estava de olho nas interfaces de toque.

Não demorou muito, a Microsoft anunciou que o próximo Windows, o 7, vai ter tela sensível ao toque. Em tese, o Windows 7 sai em 2010.

Vai ser uma proliferação de esponjinhas e detergentes. Se você acha seu teclado sujo, imagine como vai ficar seu monitor ;-) .

Você pode ver um vídeo deste treco em ação aqui no post da TechCrunch.

A primeira pergunta que as pessoas se fazem (ou fariam): o que isso muda a minha vida?

Eu me lembro do mesmo Yuri me contando de uma mesa que ele queria comprar pro irmão dele em 90-e-poucos, que se minha memória não me falha (ou me engana), era uma mesa em que o monitor se encaixava num vão, de forma que você olhava de cima para baixo, num ângulo de uns 30 graus mais ou menos. Nunca achei mobília para computadores assim, mas eu acharia fantástico se houvesse.

Para uma interface de toque, me parece natural que o monitor fique um pouco abaixo da altura dos olhos, onde ele fica hoje na maioria das vezes.

Outra coisa: a interface de toque não substitui apenas o mouse, então não é só dar cutucadas na tela para emular o clique, como nas interfaces de toque atuais dos kioskes. Você vai poder usar dois dedos simultaneamente, o que significa o equivalente a dois mouses. Um marcando um ponto e outro se movendo por exemplo.

Ou haverão combinações de mouse e dedadas na tela. Ou pequenos movimentos, como o emulador de braço de violão do iPhone que o mesmo Yuri me mostrou um dia aqui no Labs (eu confesso, sou um nerd meio de araque, não tenho tantos gadgets, sou old-school), onde a interação pode ser por toques ou pelo movimento típico do violão de “bater” as cordas.

Estamos esbarrando nas possibilidades ainda. É empolgante, eu diria ;-)

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Pense globalmente, aja localmente

Se há uma ferramenta que potencializa os esforços individuais, esta se chama internet. Basta ver o que o Open Source representa hoje.

Quando o google lançou o Google Maps, muita gente parou por um momento e pensou “porque eles estão investindo nisso?”. E de fato, o Google, como qualquer empresa, já tentou várias iniciativas sem sentido ou que não deram certo, mas tentar, e algumas vezes falhar, faz parte do jogo da inovação.

O Google Maps deu muito certo. E abriu o olho de muita gente para a importância da “localidade” das coisas, potencializada pela proliferação das plataformas mobile e das redes wireless.

Uma boa idéia que andou ganhando algum espaço da mídia especializada foi a iniciativa da Outside.In, que explora as interações do que estão chamando de (adoro novos termos…) hiperlocalidade. Blogs, notícias, redes sociais de pessoas relacionadas a um conjunto de quarteirões por exemplo. De onde você mora. Dos seus vizinhos. Da padaria que fica perto da sua casa.

Obviamente, uma aplicação para ambientes urbanos, de preferência, os grandes centros, onde é possível haver massa crítica para fazer isso funcionar. Imagine entrar numa comunidade onde você passa a conhecer seus vizinhos (eu mal conheço os do meu prédio). Ou o comércio perto do seu serviço. Fica sabendo das fofocas, ou dos assaltos na região que aquele moço da imobiliária esqueceu de te contar.

A grande adesão de brasileiros ao Orkut, aliado à incrível capacidade das pessoas de criar comunidades do que quer que seja quase permite isso hoje em dia naquela plataforma. Pode apostar que em qualquer rua em que você morar, pessoas já terão criado as comunidades “eu moro na rua tal” ou “eu moro no prédio tal”. Claro. Redes sociais servem para conhecer pessoas. E conhecer seus vizinhos é a coisa mais velha do mundo.

Só nos resta saber se a idéia da Outside.In vai se pagar. Bem, no último round de financiamentos, eles levantaram US$ 3 mi, então eu diria que eles podem pelo menos tentar ;-)

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A famigerada taxa de acerto

Na semana passada saiu uma notícia no site da Folha que achei muito engraçada. OK não era assim tão engraçada mas era, no mínimo, curiosa. O avião onde voava o Tony Blair foi interceptado por caças israelenses por engano (veja a nota publicada no site da Folha). Além do fato em si soar meio bizarro, o que achei particularmente divertido foi o teor contido nas entrelinhas da explicação dada para o ocorrido:

“Um novo sistema teria sido implantado nos últimos meses para identificar aviões suspeitos, e as forças israelenses estão em alerta depois que o grupo radical islâmico palestino Hamas utilizou uma aeronave para derrubar um muro na fronteira com o Egito, há cinco meses. A imprensa britânica lembrou que o sistema de defesa aérea de Israel é um dos mais rigorosos do mundo, e que seus aviões de guerra respondem muitas vezes a alarmes falsos.”

Posso até estar enganado mas gosto muito da idéia de imaginar que eles têm um sistema capaz de identificar aviões hostis ou que representam risco. Um sistema desses obviamente seria heurístico e estaria sujeito à famigerada taxa de acerto. Ou seja, ele funciona bem e identifica corretamente aviões suspeitos com uma taxa de acerto de X%. No caso do avião do Tony Blair, o sistema teria dado um falso positivo.

Quando se está tentando resolver um problema do “mundo real” usando técnicas de inteligência artificial ou heurísticas é muito comum se negligenciar o aspecto da taxa de acerto esperada no funcionamento do sistema e das conseqüencias dos erros esperados quando eles acontecerem (e eles vão acontecer). Na minha opinião esse tipo de negligência é mais ou menos como desenvolver um software convencional sem se preocupar com a qualidade de sua interface ou com sua usabilidade. Ou seja, você corre o risco de desenvolver um sistema que tem um bom conteúdo mas que não serve para nada na prática!

Tomando esse exemplo hipotético do sistema de defesa israelense, suponha que os responsáveis pelo seu desenvolvimento tivessem duas alternativas para o método de reconhecimento. Uma cujo funcionamento esperado fosse:

  • Se a aeronave for realmente hostil, a probabilidade do alarme ser disparado é 99,9%
  • Se a aeronave não for hostil, a probabilidade do alarme ser disparado é 1%

E outra cujo funcionamento esperado fosse:

  • Se a aeronave for realmente hostil, a probabilidade do alarme ser disparado é 80%
  • Se a aeronave não for hostil, a probabilidade do alarme ser disparado é 0,01%

Qual método é melhor?

A resposta para essa pergunta não faz sentido se você não considerar a estratégia geral da defesa israelense e seus objetivos com o sistema bem como os custos relacionados ao disparo de um alarme dessa natureza (tirar 2 ou 3 caças do chão para interceptar uma aeronave custa dinheiro além de pontos negativos de publicidade no caso de um falso alarme). Desconsiderar essas questões podem invalidar completamente a escolha do método, por melhor que sejam os argumento científicos que embasam a escolha.

É esse tipo de coisa que torna difícil transformar novidade científica em inovação. Por definição a inovação tem de estar incluída dentro de um contexto de uso no mundo real, fora de um laboratório de pesquisa. Meu exemplo hipotético pode parecer óbvio mas esse padrão pode se repetir em diversas situações onde a escolha não é tão simples, e nesses casos ser sensível a esse tipo de variável é o que muitas vezes diferencia uma empresa de inovação que tem um produto de sucesso de outra que não tem.

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Visualizando software como cidades

Richard Wettel é um estudante de doutorado na Suíça, e desenvolveu uma tecnologia bem interessante para visualização de bases de código. O CodeCity usa a metáfora de cidades para apresentar os componentes de uma base de código orientada por objetos de forma tridimensional, bem bonitinha. Classes são prédios e pacotes são os bairros. Diversas métricas, como tamanho, complexidade e outras podem ser representadas como características dos prédios (altura, cor, e assim por diante).

Não sei se serve pra alguma coisa útil, mas que é bonitim é. Abaixo, o CodeCity visualizando o próprio código:

CodeCity

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Recomendando música pela web

Uma amiga minha (duas na verdade. Carol@Washington e Adrianinha@Atlanta) me deu uma dica outro dia: “confere o pandora”. Pandora é um dos inúmeros sistemas de recomendação de músicas na web. Há várias formas de se recomendar música para as pessoas.

Os papers mais recentes que tentam fazer isso de forma automática e puramente computacional, citam o uso de algoritmos como SVM, Adaboost, Árvores de decisão, tendendo a obter melhores resultados com Adaboost, até onde me lembro.

Mas o fato é que recomendar música não é fácil, porque é difícil definir quais são as variáveis que levam uma pessoa a gostar de uma música, e qual a relação que vai levar aquela pessoa a gostar da próxima recomendação. Por isso, para a maioria das aplicações reais, ainda usamos o elemento humano para resolver o problema.

Prá quem não sabe, o Pandora tem um pool de vários especialistas (uns anos atrás, era algo em torno de 100 pessoas) que ficavam todos os dias triando e classificando manualmente um monte de músicas todos os dias. Nada escalável isso, mas certamente, de qualidade. Um processo bastante caro, mas pelo feedback do que se vê por aí, bastante eficiente também.

Os concorrentes? A Amazon, com seu filtro colaborativo (já falamos dele) e a Last.FM que usa um sistema de recomendação social a la redes sociais, tradicionalzão.

Pena que o Pandora só funciona para usuários rastreados em IPs dentros dos Estados Unidos…

Mas nem tudo está perdido.

O último que me chamou a atenção, eu não sei que método usa, mas inova mais na interface, simplesmente sensacional: o musicovery (dica da Rosi, que está se esbaldando na especialização dela em Design de Interação na IEC-MG). Pessoalmente, eu fiquei maravilhado com esse negócio.

E ele funciona para os brazucas. :-)

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Google Friend Connect

Então semana passada o Google anunciou o Google Friend Connect. O que é isso? Uma maneira de adicionar funcionalidades “sociais” ao seu site ou aplicação web sem escrever código. Eles vão disponibilizar um conjunto de widgets que você pode adicionar ao seu site, sem programação nenhuma do seu lado.

Quando você adiciona o seu widget, os usuários de redes sociais podem logar nas redes uma única vez e ter acesso às funcionalidades sociais do seu site, assim como às funcionalidades dos outros sites que se integrarem ao Friend Connect. Eles podem convidar seus amigos nas redes para visitarem o seu site, fazer novos amigos (inclusive de outras redes), navegar pelos perfis públicos dos usuários logados no momento (inclusive de outras redes), adicionar comentários e reviews no seu site, etc.

Dessa forma, você pode tornar seu site mais interativo e atrair visitantes, mas sem gastar esforço com programação. Discussões e comentários podem ser feitos de forma integrada às redes sociais. Você pode criar updates no seu site que são automaticamente divulgados nas redes através dos perfis dos usuários que “assinam” o seu site via Friend Connect.

E esse é só o começo, porque os widgets são compatíveis com o Open Social, a tecnologia do Google para a criação de aplicações sociais portáveis para múltiplas redes. Ou seja, desenvolvedores do mundo todo poderão criar aplicações que você pode usar no seu site via Friend Connect. Talvez haja um novo mercado para desenvolvedores independentes de software: criar aplicações legais usando Open Social para o Friend Connect.

Outro aspecto interessante é a integração de múltiplas redes. Você pode usar o Friend Connect, por exemplo, para permitir que usuários das grandes redes, como o Orkut, participem de redes muito mais especializadas, sem ter que se registrar duas vezes, duplicar listas de amigos, etc.

Esses dois fatores, a facilidade de oferecer conteúdo e funcionalidade diferenciados e a portabilidade do seu “contexto social” podem levar a uma explosão no número de redes sociais especializadas e a uma maior integração entre conteúdo e interação social. A diferença entre redes sociais, de um lado, e fóruns e sites de notícias colaborativos, de outro, tende a sumir, já que o Friend Connect permite que você “leve” seu contexto social das redes para esse tipo de site.

Infelizmente o Friend Connect ainda está em desenvolvimento, e há preocupações com privacidade, também. Mas que a coisa promete, promete.

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Marketing científico

Já faz alguns anos, o Drucker já alertava para a interdisciplinaridade iminente.

Aí está o Kenji aqui pesquisando um pouco sobre Marketing Viral (não, eu não quero fazer vídeos engraçados no youtube, embora eu tenha até uma certa experiência com isso…) quando eu caio nos interessantes estudos da Dina Mayzlin, da Yale School of Management, que estuda o marketing WOM (word of mouth), no qual o marketing viral, tão celebrado hoje em dia, se enquadra, graças ao potencial da web de propagação rápida de…. errr… informação ;-) .

Já no primeiro paper, eu caio no estudos da moça sobre Autômatos Celulares, Classificadores de conversas (chat) em fóruns financeiros e economia experimental (como uma alternativa às abordagens econométricas tradicionais).

Eu tenho a impressão que o Omni (chamamos o Lúcio aqui no Labs de Omni por motivos históricos) já trabalhou com classificadores de chat uns anos atrás, nesta mesma linha, de detectar o sentimento em conversas. Depois tenho que bater um papo com ele sobre isso. Provavelmente já deve ter gente fazendo coisa parecida nos twitters da vida.

Classificadores são velhos conhecidos, a Biomind trabalha com classificadores como forma de encontrar possíveis genes relacionados a doenças como câncer desde quase a fundação da empresa.

Autômatos Celulares, (irony on) essa novidade da ciência moderna (irony off), remonta dos estudos de crescimentos em cristais de 1940.

E finalmente, a tal da economia experimental, da qual eu nunca tinha ouvido falar (casa de ferreiro espeto de pau, tenho dois doutores em economia na família, dos bons), parece ter surgido em 90, então imagino que seja terreno fértil para muita pesquisa ainda.

Então talvez haja diversão para gente como eu no Marketing ;-) .

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