Explicando extinções em massa

Interessante esse artigo da Seed Magazine.  Desde o surgimento da vida na Terra houveram diversos episódios de extinção em massa, durante os quais um enorme número de espécies desapareceu.  O exemplo mais famoso é a extinção dos dinossauros, que abriu o caminho para que os mamíferos se tornassem a forma dominante de vida animal, tomando o lugar dos répteis.

O artigo descreve como, há 250 milhões de anos, houve outra extinção em massa causada por uma combinação de aquecimento global e erupções vulcânicas, que levou a um aumento da concentração de sulfido de hidrogênio na atmosfera.  O H2S é o responsável pelo fedor dos ovos podres e, em concentração suficientemente elevada, é mortal.

Pois essas concentrações foram mortais para a grande maioria das espécies animais existentes há 250 milhões de anos.  Por outro lado, algumas espécies conseguiram sobreviver, incluindo os primeiros proto-mamíferos.  O artigo sugere uma explicação com enorme potencial para o tratamento de pacientes em risco de vida.

Enquanto altas concentrações de H2S podem matar, baixíssimas concentrações parecem induzir um estado de animação suspensa, em que a temperatura corporal cai bastante e os batimentos cardíacos quase cessam.  Isso pode ter sido o suficiente para algumas espécies de proto-mamíferos, que sobreviveram o período de extinção em massa hibernando a maior parte do tempo.

E o nosso corpo produz automaticamente pequenas doses de H2S quando sofremos ferimentos graves.  Até recentemente, ninguém sabia o por quê disso.  Uma possibilidade é que seja um resquício evolutivo dessa era.  E outra possibilidade, mais especulativa, é que usar doses controladas de H2S em pacientes com ferimentos graves, para induzir hipotermia, pode ser parte de uma forma de tratamento eficaz, pois evitaria que os danos se espalhassem pelo corpo e daria mais tempo aos médicos para intervir.

Médicos nos EUA usaram um tratamento similar (hipotermia moderada induzida artificialmente) para tratar um jogador de futebol americano com uma lesão na medula espinhal.  A recuperação do jogador, que normalmente deveria ficar tetraplégico com uma lesão dessas, foi espantosa.

Claro, eu não sou médico e não entendo nada disso.  Pode ser tudo um enorme absurdo.  Eu só achei a idéia interessante ;-)

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