Human Computation (A)gain

Lembra do post sobre Human Computation, de alguns dias atrás, falando sobre uma apresentação no Google Tech Talks que mostrava como usar pessoas para categorizar fotos? (esqueci de contar que esta é uma das maneiras que o google usa para indexar suas imagens… se você já ouviu falar do Google Labeler)

Bem, essa abordagem, comercialmente falando, acaba de ser noticiada no excelente TechCrunch. Após vários startups de empresas que tentaram categorizar fotos automaticamente (Riya, Ookles, Polar Rose), surge a TagCow, que –acredita-se–, usa pessoas para categorizar as fotos. Porque os resultados são impressionantes. (infelizmente, o site deles parece estar fora do ar, provavelmente porque está todo mundo tentando acessar… mas o link que eu deixei aí é de um blog com as impressões de um cara que usou o sistema)

Se for verdade (muita gente está apostando que seja), o negócio passa a ser a infra-estrutura necessária para manter milhares de pessoas categorizando fotos manualmente diariamente. Um problema sério de escalabilidade e disponibilidade, mas não que não possa ser resolvido, no caso de fotos de álbuns na internet.

Não é o tipo de solução que você gostaria para monitorar o uso de equipamento remoto ou para biometria em sistemas de segurança privados.

Até então, sempre tivemos um sistema econômico em que as massas menos favorecidas só podiam vender sua força de trabalho em tarefas simples, e geralmente braçais, que exigem pouca ou nenhuma qualificação. Podemos estar entrando numa era em que um potencial muito básico do cérebro humano (com quantos anos uma criança poderia classificar estas imagens de forma satisfatória?) pode ser a nova força de trabalho. Ou seja, a qualificação pode ser ainda menor…

Você já parou para pensar se isso é bom ou ruim? Imagine gente nas favelas, nos países pobres da África, da Índia (onde a web chegar, claro), passando o dia inteiro em lan houses ganhando centavos a cada foto categorizada… O que você acha?

Data Mining, Inovação, Reconhecimento de Faces, Web 2.0 1 Comentário